Nossos
Princípios
l.
AUTORIDADE
1. Cristo como Senhor 
A fonte suprema
da autoridade cristã é o Senhor
Jesus Cristo. Sua soberania emana da eterna divindade
e poder – Como o unigênito filho de
Deus Supremo – de Sua redenção
vicária e ressurreição vitoriosa.
Sua autoridade é a expressão
de amor justo, sabedoria infinita e santidade
divina, e se aplica à totalidade da vida.
Dela procede a integridade do propósito
cristão, o poder da dedicação
cristã, a motivação de lealdade
cristã. Ela exige a obediência aos
mandamentos de Cristo, dedicação
ao Seu serviço, fidelidade ao Seu reino
e a máxima devoção à
Sua Pessoa, como o Senhor vivo.
A suprema
fonte de autoridade é o Senhor Jesus Cristo,
e toda a esfera da vida esta sujeita a Sua soberania.
2. As Escrituras 
A Bíblia
fala com autoridade porque é a palavra
de Deus. É a suprema regra de fé
e prática porque é testemunha fidedigna
e inspirada dos atos maravilhosos de Deus através
da revelação de Si mesmo e da redenção,
sendo tudo patenteado na vida, nos ensinamentos
e na obra Salvadora de Jesus Cristo. As Escrituras
revelam a mente de Cristo e ensinam o significado
de seu domínio. Na sua singular e una revelação
da vontade divina para humanidade, a Bíblia
é a autoridade final que atrai as pessoas
a Cristo e as guia em todas as questões
de fé cristã e dever moral. O indivíduo
tem que aceitar a responsabilidade de estudar
a Bíblia, com a mente aberta e com atitude
reverente, procurando o significado de sua mensagem
através de pesquisa e oração,
orientando a vida debaixo de sua disciplina e
instrução.
A Bíblia como revelação inspirada
da vontade divina, cumprida e completada na vida
e nos ensinamentos de Jesus Cristo, é a
nossa regra autorizada de fé e prática.
3. O Espírito Santo

O Espírito
Santo é a presença ativa de Deus
no mundo e, particularmente, na experiência
humana. É Deus revelando Sua pessoa e vontade
ao homem. O Espírito, portanto é
a voz da autoridade divina. É o Espírito
de Cristo, e Sua autoridade é a vontade
de Cristo. Visto que as Escrituras são
o produto de homens que, inspirados pelo Espírito,
falaram por Deus, a verdade da Bíblia expressa
a vontade do Espírito, compreendida pela
iluminação do Mesmo. Ele convence
os homens do pecado, da justiça e do juízo,
tornando, assim, efetiva a salvação
individual, através da obra salvadora de
Cristo. Ele habita no coração do
crente, como advogado perante Deus e intérprete
para o homem.
Ele atrai
o fiel para a fé e a obediência e,
assim, produz na sua vida os frutos da santidade
e do amor. Espírito procura alcançar
vontade e propósito divinos entre os homens.
Ele dá aos cristãos poder e autoridade
para o trabalho do reino e santifica e preserva
os redimidos, para o louvo de Cristo; exige uma
submissão livre e dinâmica à
autoridade de Cristo, e uma obediência criativa
e fiel à palavra de Deus.
O Espírito
Santo é o próprio Deus revelando
Sua pessoa e vontade aos homens. Ele, portanto
interpreta e confirma a voz da autoridade divina.
ll.
O INDIVÍDUO
1. Seu Valor 
A
Bíblia revela que cada ser humano é
criado à imagem de Deus; é único,
precioso e insubstituível. Criado ser racional,
cada pessoa é moralmente responsável
perante Deus e o próximo. O homem como
indivíduo é distinto de todas as
outras pessoas. Como pessoa, ele é unido
aos outros no fluxo da vida, pois ninguém
vive nem morre por si mesmo.
A
Bíblia revela que Cristo morreu por todos
os homens. O fato de ser o homem criado à
imagem de Deus e de Cristo morrer para salvá-lo
é a fonte da dignidade e do valor humano.
Ele tem direito, outorgado por Deus, de ser reconhecido
e aceito como indivíduo sem distinção
de raça, cor, credo ou cultura; de ser
parte digna de respeitada da comunidade; de ter
a plena oportunidade de alcançar o seu
potencial.
Cada
indivíduo foi criado à imagem de
Deus e, portanto, merece respeito e consideração
como uma pessoa de valor e dignidade infinita.
2. Sua Competência 
O indivíduo,
porque criado à imagem de Deus, torna-se
responsável por suas decisões morais
e religiosas. Ele é competente, sob a orientação
do Espírito Santo, para formular a própria
resposta à chamada divina ao evangelho
de Cristo, para a comunhão com Deus, para
crescer na graça e conhecimento de nosso
Senhor. Estreitamente ligada a essa competência
está a responsabilidade de procurar a verdade
e, encontrado-a, agir conforme essa descoberta
e de partilhar a verdade com outros. Embora não
se admita coação no terreno religioso,
o cristão não tem a liberdade de
ser neutro em questões de consciência
e convicção.
Cada pessoa
é competente e responsável perante
Deus, nas próprias decisões e questões
morais e religiosas.
3. Sua liberdade 
Os batistas
consideram como inalienável a liberdade
de consciência, a plena liberdade de religião
de todas as pessoas. O homem é livre para
aceitar ou rejeitar a religião; escolher
ou mudar sua crença; propagar e ensinar
a verdade como a entenda, sempre respeitando direitos
e convicções alheios; cultuar a
Deus tanto a sós quanto publicamente; convidar
outras pessoas a participarem nos cultos e outra
atividades de sua religião; possuir propriedade
e quaisquer outros bens necessários à
propagação de sua fé. Tal
liberdade não é privilégio
para ser concedido, rejeitado ou meramente tolerado
– nem pelo Estado, nem por qualquer outro
grupo religioso – é um direito outorgado
por Deus.
Cada pessoa
é livre perante Deus em todas as questões
de consciência e tem o direito de abraçar
ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar
sua fé religiosa, respeitando os direitos
dos outros.
III.
A VIDA CRISTÃ
1. A Salvação pela Graça

A graça
é a provisão misericordiosa de Deus
para a condição do homem perdido.
O homem no seu estado natural é egoísta
e orgulhoso; ele está na escravidão
de satanás e espiritualmente morto em transgressões
e pecados. Devido à sua natureza pecaminosa,
o homem não pode salvar-se a si mesmo.
Mas Deus tem uma atitude benevolente em relação
a todos, a pesar da corrupção moral
e da rebelião. A salvação
não é o resultado dos méritos
humanos, antes emana de propósito e iniciativa
divinos. Não vem através de mediação
sacramental, nem de treinamento moral, mas como
resultado da misericórdia e poder divinos.
A salvação do pecado é a
dádiva de Deus através de Jesus
Cristo, condicionada, apenas, pelo arrependimento
em relação da Deus, pela fé
em Jesus Cristo, e pela entrega incondicional
a Ele como Senhor. A Salvação, que
vem através da graça, pela fé,
coloca o indivíduo em união vital
e transformadora com Cristo, e se caracteriza
por uma vida de santidade e boas obras. A mesma
graça, por meio da qual a pessoa alcança
a salvação, dá certeza e
a segurança do perdão contínuo
de Deus e de Seu auxilio na vida cristã.
A salvação
é dádiva de Deus através
de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pela fé
em cristo e rendição à Soberania
Divina.
2. As Exigências do Discipulado 
O aprendizado
cristão inicia-se com a entrega a Cristo,
como Senhor. Desenvolve-se à proporção
que a pessoa tem comunhão com Cristo e
obedece aos Seus mandamentos. O discípulo
aprende a verdade em Cristo, somente por obedecê-la.
Essa obediência exige a entrega das ambições
e dos propósitos pessoais e a obediência
à vontade do Pai. A obediência levou
Cristo à cruz e exige de cada discípulo
que se tome a própria cruz e siga a Cristo.O
levar a cruz, ou negar-se a si mesmo, expressa-se
de muitas maneiras na vida do discípulo.
Este procurará, primeiro, o reino de Deus.
Sua lealdade suprema será a Cristo. Ele
será fiel em cumpri o mandamento cristão.
Sua vida pessoal manifestará autodisciplina,
pureza, integridade e amor cristão em todas
as relações que tem com os outros.
O discipulado é completo.
As exigências
do discipulado cristão estão baseadas
no reconhecimento da soberania de Cristo, relacionam-se
com a vida em um todo e exigem obediência
e devoção completas.
3. O Sacerdócio do Crente 
Cada homem
pode ir diretamente a Deus em busca de perdão,
através do arrependimento e da fé.
Ele não necessita para isso de nenhum outro
indivíduo, nem mesmo de igreja. Há
um só mediador entre Deus e os homens,
Jesus. Depois de tornar-se crente a pessoa tem
acesso direto a Deus, através de Cristo.
Ela entra no sacerdócio real que lhe outorga
o privilegio de servir a humanidade em nome de
Cristo. Deverá partilhar com os homens
a fé que acalenta e servi-los em nome e
no espírito de Cristo. O Sacerdócio
do crente, portanto, significa que todos os cristãos
são iguais perante Deus e na fraternidade
da igreja local.
Cada cristão,
tendo acesso direto a Deus através de Cristo,
é seu próprio sacerdote e tem a
obrigação de servir de sacerdote
de Cristo em benefício de outras pessoas.
4. O Cristão e Seu Lar 
O lar foi
constituído por Deus como unidade básica
da sociedade. A formação de lares
verdadeiramente cristãos deve merecer o
interesse particular de todos. Devem ser constituídos
da união de dois seres cristãos,
dotados de maturidade emocional, espiritual e
física e unidos por um amor profundo e
puro. O casal deve partilhar ideais e ambições
semelhantes e ser dedicado à criação
dos filhos na instrução e disciplina
divinas. Isso exige o estudo regular da Bíblia
e a prática do culto doméstico.
Nesses lares o espírito de Cristo está
presente em todas as relações da
família. As igrejas tem a obrigação
de preparar jovens para o casamento, treinar e
auxiliar os pais nas suas responsabilidades, orientar
pais e filhos na provações e crises
da vida, assistir àqueles que sofrem em
lares desajustados, e ajudar os enlutado e encanecidos
a encontrarem sempre um significado na vida.
O lar é
básico, no propósito de Deus para
o bem estar da humanidade, e o desenvolvimento
da família deve ser de supremo interesse
para todos os cristãos.
5. O Cristão como Cidadão

O Cristão
é cidadão de dois mundos –
o reino de Deus e o estado político - e
deve obedecer à lei de sua pátria
terrena, tanto quanto à lei suprema. No
caso de ser necessária uma escolha, o cristão
deve obedecer a Deus antes que ao homem. Deve
mostrar respeito para com aqueles que interpretam
a lei e a põem em vigor, e participar ativamente
na vida social, econômica e política
com o espirito e princípios cristãos.
A mordomia cristã da vida inclui tais responsabilidades
como o voto, o pagamento de impostos e o apoio
à legislação digna. O cristão
deve orar pelas autoridades e incentivar outros
cristãos a aceitarem a responsabilidade
cívica, como um serviço a Deus e
à humanidade.
O cristão
é cidadão de dois mundos –
o Reino de Deus e o Estado – e deve ser
obediente à lei do seus país tanto
quanto a lei suprema de Deus.
IV.
A IGREJA
1. Sua Natureza 
No Novo testamento
o termo igreja é usado para designar o
povo de Deus na sua totalidade, ou só uma
assembléia local. A igreja é uma
comunidade fraterna das pessoas redimidas por
Cristo Jesus, divinamente chamadas, divinamente
criadas, e feitas uma só debaixo do governo
soberano de Deus. A igreja como uma entidade local
– um organismo presidido pelo Espírito
Santo – é uma fraternidade de crentes
em Jesus Cristo, que se batizaram e voluntariamente
se uniram para o culto, estudo, a disciplina mútua,
o serviço e a propagação
do Evangelho, no local da Igreja e até
aos confins da terra.
A igreja,
no sentido lato, é a comunidade fraterna
de pessoas redimidas por Cristo e tornadas uma
só na família de Deus. A igreja,
no sentido local é a companhia fraterna
de crentes batizados, voluntariamente unidos para
o culto, desenvolvimento espiritual e serviço.
2. Seus Membros 
A igreja,
como uma entidade, é uma companhia de crentes
regenerados e Matizados que se associam num, conceito
de fé e fraternidade do evangelho. Propriamente,
a pessoa qualifica-se para ser membro de igreja
por ser nascida de Deus e aceitar voluntariamente
o batismo. Ser membro de uma igreja local, para
tais pessoas, é um privilégio santo
é um dever sagrado. O simples fato de arrolar-se
na lista de membros de uma igreja não torna
a pessoa membro do corpo de Cristo. Cuidado extremo
deve ser exercido a fim de que sejam aceitas como
membros da igreja somente as pessoas que dêem
evidências positivas de regeneração
e verdadeiras submissão a Cristo.
Ser membro
de Igreja é um privilégio, dado
exclusivamente a pessoas regeneradas que voluntariamente
aceitam o batismo e se entregam ao discipulado
fiel, segundo o preceito cristão.
3. Suas Ordenanças
O batismo
e a ceia do Senhor são as duas ordenanças
da igreja. São símbolos, mas sua
observância envolve fé, exame de
consciência, discernimento, confissão,
gratidão, comunhão e culto. O batismo
é administrado pela igreja, sob a autoridade
do Deus triúno, e sua forma é a
imersão daquele que, pela fé, já
recebeu a Jesus Cristo como Salvador e Senhor.
Por esse ato o crente retrata a sua morte para
o pecado e a sua ressurreição para
uma vida nova. A ceia do Senhor, observada através
dos símbolos do pão e do vinho,
é um profundo esquadrinhamento do coração,
uma grata lembrança de Jesus Cristo e sua
morte vicária na cruz, uma abençoada
segurança de sua volta e uma jubilosa comunhão
com o Cristo vivo e seu povo.
O batismo
e a ceia do Senhor, as duas ordenanças
da igreja, são símbolos da redenção,
mas sua observância envolve realidades espirituais
na experiência cristã.
4. Seu Governo

O princípio
governante para uma igreja local é a soberania
de Jesus Cristo. A autonomia da igreja tem como
fundamento o fato de que Cristo está sempre
presente e é a cabeça da congregação
do seu povo. A igreja, portanto, não pode
sujeitar-se à autoridade de qualquer outra
entidade religiosa. Sua autonomia, então,
é valida somente quando exercida sob o
domínio de Cristo.
A democracia, o governo pela congregação,
é forma certa somente na medida e"
que, orientada pelo Espírito Santo, providencia
e exige a participação consciente
de cada um dos membros nas deliberações
do trabalho da igreja. Nem a maioria, nem a minoria,
nem tampouco a unanimidade, reflete necessariamente
a vontade divina.
Uma igreja
é um corpo autônomo, sujeito unicamente
a Cristo, sua cabeça. Seu governo democrático,
no sentido próprio, reflete a igualdade
e responsabilidade de todos os crentes, sob a
autoridade de Cristo.
5. Sua Relação
Para com o Estado
Tanto a igreja
como o estado são ordenados por Deus e
responsáveis perante ele. Cada um é
distinto; cada um tem um propósito divino;
nenhum deve transgredir os direitos do outro.
Devem permanecer separados, mas igualmente manter
a devida relação entre si e para
com Deus. Cabe ao estado o exercício da
autoridade civil, a manutenção da
ordem e a promoção do bem-estar
público.A igreja é uma comunhão
voluntária de cristãos, unidos sob
o domínio de Cristo para o culto e serviço
em seu nome. O estado não pode ignorar
a soberania de Deus nem rejeitar suas leis como
a base da ordem moral e da justiça social.
Os cristãos devem aceitar suas responsabilidades
de sustentar o estado e obedecer ao poder civil,
de acordo com os princípios cristãos.O
estado deve à igreja a proteção
da lei e a liberdade plena, no exercício
do seu ministério espiritual. A igreja
deve ao estado o reforço moral e espiritual
para a lei e a ordem, bem como a proclamação
clara das verdades que fundamentam a justiça
e a paz. A igreja tem a responsabilidade tanto
de orar pelo estado quanto de declarar o juízo
divino em relação ao governo, às
responsabilidades de uma soberania autêntica
e consciente, e aos direitos de todas as pessoas
' A igreja deve praticar coerentemente os princípios
que sustenta e que devem governar a relação
entre ela e o estado.
A igreja e
o estado são constituídos por Deus
e perante Ele responsáveis. Devem permanecer
distintos, mas têm a obrigação
do reconhecimento e reforço mútuos,
no propósito de cumprir-se a função
divina.
6. Sua Relação
Para com o Mundo 
Jesus Cristo
veio ao mundo, mas não era do mundo. Ele
orou não para que seu povo fosse tirado
do mundo, mas que fosse liberto do mal. Sua igreja,
portanto, tem a responsabilidade de permanecer
no mundo, sem ser do mundo. A igreja e o cristão,
individualmente. têm a obrigação
de opor-se ao mal e trabalhar para a eliminação
de tudo que corrompa e degrade a vida humana.
A igreja deve tomar posição definida
em relação à justiça
e trabalhar fervorosamente pelo respeito mútuo,
a fraternidade, a retidão, a paz, em todas
as relações entre os homens. Raças
e nações. Ela trabalha confiante
no cumprimento final do propósito divino
no mundo. Esses ideais, que têm focalizado
o testemunho distintivo dos batistas, choca-se
com o momento atual do mundo e em crucial significação.
As forças do mundo os desafiam. Certas
tendências em nossas igrejas e denominação
põem-nos em perigo. Se esses ideais servirem
para inspirar os batistas, com o senso da missão
digna da hora presente, deverão ser relacionados
com a realidade dinâmica de todo o aspecto
de nossa tarefa contínua.
A
igreja tem uma posição de responsabilidade
no mundo; sua missão é para com
o mundo; mas seu caráter e ministério
são espirituais.
V. NOSSA TAREFA
CONTÍNUA
1. A Centralidade
do Indivíduo
Os batistas,
historicamente, têm exaltado o valor do
indivíduo, dando-lhe um lugar central no
trabalho das igrejas e da denominação.
Essa distinção, entretanto, está
em. perigo nestes dias de automatismo e pressões
para o conformismo. Alertados para esses perigos,
dentro das próprias fileiras, tanto quanto
no mundo, os batistas devem preservar a integridade
do indivíduo. O alto valor do indivíduo
deve refletir-se nos serviços de culto,
no trabalho evangelístico, nas obras missionárias,
no ensino e treinamento da mordomia, em todo o
programa de educação cristã.
Os programas são justificados pelo que
fazem pelos indivíduos por eles influenciados.
Isso significa, entre outras coisas, que o indivíduo
nunca deve ser usado como um meio, nunca deve
ser manobrado, nem tratado como mera estatística.
Esse ideal exige, antes, que seja dada primordial
consideração ao indivíduo,
na sua liberdade moral, nas suas necessidades
urgentes e no seu valor perante Cristo.
De consideração
Primordial na vida c no trabalho de nossas igrejas
é o indivíduo, com seu valor, suas
necessidades, sua liberdade moral, seu potencial
perante Cristo.
2. Culto
O culto a
Deus, pessoal ou coletivo, é a expressão
mais elevada da fé e devoção
cristã. É supremo tanto em privilégio'
quanto em dever. Os batistas enfrentam urna necessidade
urgente de melhorar a qualidade do seu culto,
a fim de experimentarem coletivamente uma renovação
de fé, esperança e amor, como resultado
da comunhão com o Deus supremo. O culto
deve ser coerente com a natureza de Deus, na sua
santidade: uma experiência, portanto, de
adoração e confissão que
se expressa com temor e humildade. O culto não
é mera forma e ritual, mas uma experiência
com o Deus vivo, através da meditação
e da entrega pessoal. Não é simplesmente
um serviço religioso, mas comunhão
com Deus na realidade do louvor, na sinceridade
do amor e na beleza da santidade. O culto torna-se
significativo quando se combinam, com reverência
e ordem, a inspiração da presença
de Deus, a proclamação do evangelho,
a liberdade e a atuação do Espírito.
O resultado de tal culto será uma consciência
mais profunda da 'santidade, majestade e graça
de Deus, maior devoção e mais completa
dedicação à vontade de Deus.
O culto -
que envolve uma experiência de comunhão
com o Deus vivo e santo - exige uma apreciação
maior sobre a reverência e a ordem, a confissão
e a humildade, a consciência da santidade,
majestade, graça e propósito de
Deus.
3. O Ministério
Cristão 
A igreja e
todos os seus membros estão no mundo, a
fim de servir. Em certo sentido, cada filho de
Deus é chamado como cristão. Há,
entretanto, uma falta generalizada no sentido
de negar o valor devido à natureza singular
da chamada corno vocação ao serviço
de Cristo. Maior atenção neste ponto
é especialmente necessária, em face
da pressão que recebem os jovens competentes
para a escolha de algum ramo das ciências
e, ainda mais devido ao número decrescente
daqueles que estão atendendo à chamada
divina, para o serviço de Cristo. Os que
são chamados pelo Senhor para o ministério
cristão devem reconhecer que o fim da chamada
é servir. São, no sentido especial,
escravos de Cristo e seus ministros nas igrejas
e junto ao povo. Devem exaltar suas responsabilidades,
em vez de privilégios especiais. Suas funções
distintas não visam a vangloria; antes,
são meios de servir a Deus, à igreja
e ao próximo. As igrejas são responsáveis
perante Deus por aqueles que elas consagram ao
seu ministério. Devem manter padrões
elevados para aqueles que aspiram à consagração,
quanto à experiência e ao caráter
cristãos. Devem incentivar os chamados
a procurarem o preparo adequado ao seu ministério.
Cada cristão
tem o dever de ministrar ou servir com abnegação
completa; Deus, porém, na sua sabedoria,
chama várias pessoas de um modo singular
para dedicarem sua vida de tempo integral, ao
ministério relacionado com a obra da igreja.
4. Evangelismo
O evangelismo
é a proclamação do juízo
divino sobre o pecado, e das boas novas da graça
divina em Jesus Cristo. É a resposta dos
cristãos às pessoas na incidência
do pecado, é a ordem de Cristo aos seus
seguidores, a fim de que sejam suas testemunhas
frente a todos os homens. O evangelismo declara
que o evangelho, e unicamente o evangelho, é
o poder de Deus para a salvação.
A obra de evangelismo é básica na
missão da igreja e no mister de cada cristão.
O evangelismo, assim concebido, exige um fundamento
teológico firme e uma ênfase perene
nas doutrinas básicas da salvação.
O evangelismo neotestamentário é
a salvação por meio do evangelho
e pelo poder do Espírito. Visa a salvação
do homem todo; confronta os perdidos com o preço
do discipulado e as exigências da soberania
de Cristo; exalta a graça divina, a fé
voluntária e a realidade da experiência
de conversão. Convites feitos a pessoas
não salvas nunca devem desvalorizar essa
realidade imperativa. O uso de truques de psicologia
das massas, os substitutivos da convicção
e todos os esquemas vaidosos são pecados
contra Deus e contra o indivíduo. O amor
cristão, o destino dos pecadores e a força
do pecado constituem uma urgência obrigatória.
A norma de evangelismo exigida pelos tempos críticos
dos nossos dias é o evangelismo pessoal
e coletivo, o uso de métodos sãos
e dignos, o testemunho de piedade pessoal e dum
espírito semelhante ao de Cristo, a intercessão
pela misericórdia e pelo poder de Deus,
e a dependência completa do Espírito
Santo.
O evangelismo,
que é básico no ministério
da igreja e na vocação do crente,
é a proclamação do juízo
e da graça de Deus em Jesus Cristo e a
chamada para aceitá-lo como Salvador e
segui-lo como Senhor.
5. Missões
Missões
como usamos o termo, é a extensão
do propósito redentor de Deus através
do evangelismo, da educação e do
serviço cristão além das
fronteiras da igreja local. As massas perdidas
do mundo constituem um desafio comovedor para
as igrejas cristãs.
Uma vez que
os batistas acreditam na liberdade e competência
de cada um para as próprias decisões,
nas questões religiosas, temo a responsabilidade
perante Deus de assegurar a cada indivíduo
o conhecimento e a oportunidade de fazer a decisão
certa. Estamos sob a determinação
divina, no sentido de proclamar o evangelho a
toda a criatura. A urgência da situação
atual do mundo, o apelo agressivo de crenças
e ideologias exóticas, e nosso interesse
pelos transviados exigem de nós dedicação
máxima em pessoal e dinheiro, a fim de
proclamar-se a redenção em Cristo,
para o mundo todo.
A cooperação
nas missões mundiais é imperativa.
Devemos utilizar os meios à nossa disposição,
inclusive os de comunicação em massa,
para dar o Evangelho de Cristo ao mundo. Não
devemos depender exclusivamente de um grupo pequeno
de missionários especialmente treinados
e dedicados. Cada batista é um missionário,
não importa o local onde mora ou posição
que ocupa. Os atos pessoais ou de grupos, as atitudes
em relação a outras nações,
raças e religiões fazem parte do
nosso testemunho favorável ou contrário
a Cristo, o qual, em cada esfera e relação
da vida, deve fortalecer nossa proclamação
de que Jesus é o Senhor de todos.
As missões
procuram a extensão do propósito
redentor de Deus tem em toda a parte, através
do evangelismo, da educação, e do
serviço cristão e exige de nós
dedicação máxima.
6. Mordomia

A mordomia
cristã é o uso, sob a orientação
divina, da vida, dos talentos, do tempo e dos
bens materiais, na proclamação do
Evangelho e na prática respectiva. No partilhar
o Evangelho a mordomia encontra seu significado
mais elevado: ela é baseada no reconhecimento
de tudo o que temos e somos vem de Deus, como
uma responsabilidade sagrada.
Os bens materiais
em si não são maus, nem bons. O
amor ao dinheiro, e não o dinheiro em si,
é a raiz de todas as espécies de
males. Na mordomia cristã o dinheiro torna-se
o meio para alcançar bens espirituais,
tanto para a pessoa que dá, quanto para
quem recebe. Aceito como encargo sagrado, o dinheiro
torna-se não uma ameaça e sim uma
oportunidade. Jesus preocupou-se em que o homem
fosse liberto da tirania dos bens materiais e
os empregasse para suprir tanto às necessidades
próprias como às alheias.
A responsabilidade
da mordomia aplica-se não somente ao cristão
como indivíduo, mas, também a cada
igreja local, cada convenção cada
agência da denominação. Aquilo
que é confiado ao indivíduo ou à
instituição não deve ser
guardado nem gasto egoísticamente, mas
empregado no serviço da humanidade e para
a glória de Deus.
A mordomia
cristã concebe toda a vida como um encargo
sagrado, confiado por Deus, e exige o emprego
responsável de vida, tempo, talentos e
bens – pessoal ou coletivamente –
no serviço de Cristo.
7. O Ensino
e Treinamento 
O ensino e
treinamento são básicos na comissão
de Cristo para os seus seguidores, constituindo
um imperativo divino pela natureza da fé
e experiência cristãs. Eles são
necessários ao desenvolvimento de atitudes
cristãs, à demonstração
de virtudes cristãs, ao gozo de privilégios
cristãos, ao cumprimento de responsabilidades
cristãs, a realização da
certeza cristã. Devem começar com
o nascimento do homem e continuar através
de sua vida toda. São funções
do lar e da igreja, divinamente ordenadas. E
constituem o caminho da maturidade cristã.
Desde que a fé há de ser pessoal,
e voluntária cada resposta à soberania
de Cristo, o ensino e treinamento são necessários
antecipadamente ao Discipulado Cristão,
e a um testemunho vital. Este fato significa que
a tarefa educacional da igreja deve ser o centro
do programa. A prova do ministério do ensino
e treinamento está no caráter semelhante
ao de Cristo e na capacidade de enfrentar e resolver
eficientemente os problemas sociais, morais e
espirituais do mundo hodierno. Devemos treinar
os indivíduos afim de que possam conhecer
a verdade que os liberta, experimentar o amor
que os transforma em servos da humanidade, e alcançar
a fé que lhes concede a esperança
no reino de Deus.
A natureza
da fé e experiência cristãs
e a natureza e necessidades das pessoas fazem
do ensino e treinamento um imperativo.
8. Educação
Cristã 
A fé
e a razão aliam-se no conhecimento verdadeiro.
A fé genuína procura compreensão
e expressão inteligente. As escolas cristãs
devem conservar a fé e a razão no
equilíbrio próprio. Isto significa
que não ficarão satisfeitas senão
com os padrões acadêmicos elevados.
Ao mesmo tempo, devem proporcionar um tipo distinto
de educação – a educação
infundida pelo espírito cristão,
com a perspectiva cristã e dedicada aos
valores cristãos.
Nossas escolas
cristãs têm a responsabilidade de
treinar e inspirar homens e mulheres para a liderança
eficiente, leiga e vocacional, em nossas igrejas
e no mundo. As igrejas, por sua vez, têm
a responsabilidade de sustentar condignamente
todas as suas instituições educacionais.
Os membros
de igrejas devem Ter interesse naqueles que ensinam
em suas instituições, bem como naquilo
que estes transmitem. Há limites para a
liberdade acadêmica; deve ser admitido,
entretanto, que os professores das nossas instituições
tenham liberdade para erudição criadora,
com o equilíbrio de um senso profundo de
responsabilidade pessoal para com Deus, a verdade,
a denominação, e as pessoas a quem
servem.
A educação
cristã emerge da relação
da fé e da razão e exige excelência
e liberdade acadêmicas que são tanto
reais quanto responsáveis.
9. A Autocrítica

Tanto a igreja
local quanto a denominação, a fim
de permanecerem sadias e florescentes, têm
que aceitar a responsabilidade da autocrítica.
Seria prejudicial às igrejas e à
denominação se fosse negado ao indivíduo
o direito de discordar, ou se fosse considerados
nossos métodos ou técnicas como
finais ou perfeitos. O trabalho de nossas igrejas
e de nossa denominação precisa de
freqüente avaliação, afim de
evitar a esterilidade do tradicionalíssimo.
Isso especialmente se torna necessário
na área dos métodos, mas também
se aplica aos princípios e práticas
históricas em sua relação
à contemporânea. Isso significa que
nossas igrejas, instituições e agências
devem defender e proteger o direito de o povo
perguntar e criticar construtivamente.
A autocrítica
construtiva deve ser centralizada em problemas
básicos e assim evitar os efeitos desintegrantes
de acusações e recriminações.
Criticar não significa deslealdade; a crítica
pode resultar de um interesse profundo do bem-estar
da denominação. Tal crítica
visará ao desenvolvimento à maturidade
cristã, tanto para o indivíduo quanto
para a denominação.
Todo
grupo de cristãos, para conservar sua produtividade,
terá que aceitar a responsabilidade da
autocrítica construtiva.
Como batistas, revendo o progresso realizado no
decorrer dos anos, temo todos inteira razão
de desvanecimento ante as evidências do
favor de Deus sobre nós. Os batistas podem
bem cantar com alegria, “Gloria a Deus,
grandes coisas Ele fez! “ Podem
eles também lembrar que aqueles a quem
foi dado o privilégio de gozar de tão
alta herança, reconhecidos ao toque da
graça, devem engrandecê-la com os
seus próprios sacrifícios.
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